Archive for the ‘Aluguel de apartamento’ Category

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Sem rascunho – 2. Sem espaço

04/16/2009
sem espaço pra eletrodomésticos

sem espaço pra eletrodomésticos

E um pedaço de Van Gogh no cabeçalho pra descontrair.
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Sem rascunho – 1. O estopim

03/13/2009
Apresentando: a saga do apartamento novo, versão em quadrinhos.

Um final de dia tranquilo...
Um final de dia tranquilo…

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...ainda pode reservar surpresas...

...ainda pode reservar surpresas...

Só porque eu fiquei com uma vontade doida de voltar a desenhar (mesmo que seja só bonequinhos de palito) depois de mais de um ano de abstinência.
Sim, quadrinhos feitos sem rascunho e sem qualidade. Mas com um tratamento porco de imagem. Pelo menos…

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Mudança 1. A procura – Parte 1

02/21/2009

Porque a mudança é (quase) uma arte…

…Mentira. É basicamente um processo árduo, e muitas vezes estressante, em que você tem que comprar ou pegar emprestadas pilhas de jornais (como o de sábado do Estadão, de domingo da Folha, ou Banco de imóveis, isso sem contar quando você encontra jornais específicos do bairro onde você pretende morar, como tem dos arredores da Vila Mariana), visitar quase todos os dias sites de classificados como o zap.com.br, netimoveis.com.br, primeiramao.com.br – e enfrentar a (falta) de organização caótica deles.

Daí você separa todos os anúncios que acha geografica e monetariamente interessantes, provavelmente levando em conta os seguintes itens:

1. se o lugar é razoavelmente decente e não tão ermo (de preferência com estabelecimentos 24h ou com clientela numerica e qualitativamente razoável até altas horas da noite, se tiver que voltar tarde pra casa após a faculdade ou trabalho);
2. nem inóspito (se o apartamento recebe luz e tem janelas decentes, não apenas quadradinhos abertos para o corredor ou para a rua, a fim de receber ventilação e não ter que morar em um lugar com mofo ou cheiro de depósito fechado);
3. nem hostil (para alguns, essa hostilidade pode ser representada por prédios onde a maioria dos moradores são velhinhos que reclamam de barulho de gente viva depois de certo horário da noite, enquanto para outros pode ser por ruas nos arredores cheias de pessoas que você vê e tem medo de que se aproximem de você para assaltá-lo, por exemplo);
4. se é mobiliado ou não (armários ou fogão embutidos eu incluo nesse item) — eu dou preferência a lugares sem mobília, já que nesses anos morando sozinha acabei acumulando alguns móveis e um fogão para levar comigo. Para quem está acabando de sair da casa dos pais para estudar em outra cidade, morar em uma república já montada é uma boa pedida, para não gastar muito com mobílias logo de cara;
5. se no anúncio já citam “área de lazer” ou algo do gênero, mas não informam o valor da taxa de condomínio, prepare-se para uma taxa de 300 reais para cima, além do aluguel;
6. se tem a quantidade de dormitórios que você quer, e se tem cômodos importantes como uma área de serviço que, por incrivel que pareça, não existem em alguns apartamentos;
7. caso você tenha carro, se tem vaga de garagem à disposição, e se você for pedestre, se fica próximo a um metrô ou ponto de ônibus com opções razoáveis de linhas.

Prepare-se então para ligações e mais ligações frustadas, seja descobrindo que o aluguel pedido está muito fora do seu orçamento, seja se lamentando porque aquele apê ou casa do anúncio maravilhoso já foram alugados por outra pessoa mais rápida do que você. E descobrir que o que vale mesmo é bater perna e ir de portaria em portaria perguntando se há algum apartamento vago ou prestes a ficar disponível. Passar em imobiliárias pode ajudar alguns sortudos, mas se eles não tiverem nada na hora, espere sentado se eles disserem que ligam depois, considerando que eles costumam negligenciar locatários em potencial (se comparar com o atendimento dedicado que eles reservam a quem está procurando lugar para comprar). Mas isso é só o começo, ainda…

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Mudanças

12/18/2008

Aproveitando a ocasião da mudança iminente de apartamento para mudar de blog, choro as pitangas sobre o quão ruim e aflitivo é ter um prazo para encontrar um apê decente e barato na pior época do ano para isso: entre novembro e janeiro.

No meu caso, a primeira coisa que guiou a essa situação foi ter escolhido um apartamento sem ter noção do valor do reajuste (para aqueles que nunca tiveram que passar pela experiência do aluguel, os contratos costumam usar como base de cálculo do reajuste um índice conhecido como IGP-M). Ou seja, encontramos um lugar ótimo com um precinho mais camarada do que o da maioria dos arredores (veja bem, conseguimos praticamente um achado e tanto a três quadras do metrô Consolação, pra se ter uma idéia). Mas o susto veio no reajuste após o primeiro ano, que começou a pesar no meu bolso e no da minha colega de apê, nos deixando apreensivas sobre o reajuste do segundo ano.

Somando a isso, também vieram tantos outros fatores como talvez o irmão da minha colega vir morar em São Paulo e ela querer dividir com ele (acho que ela não me atura/gosta mais de mim – e uma gotinha de lágrima desce em câmera lenta), ela querer ter um canto pra ela poder criar bichinhos de estimação, etc.

“Bom, então vou deixar ela primeiro encontrar outro lugar que ainda consigo aguentar um ou dois meses pagando aluguel sozinha enquanto procuro outro lugar pra mim, já que, aliás, não adianta eu encontrar lugar, mas ela, não.”. Foi o tipo de pensamento preguiçoso que mantive até o momento em que uma outra colega minha propôs dividir um apê comigo.

Aí então o cronômetro foi acionado para o dia dez de janeiro, que é quando a república dela se desfará e desocupará o lugar onde estão. Trocando em miúdos, as últimas duas/três semanas têm sido as mais agoniantes pelo tic-tac batendo no nosso ouvido.

Procurar em locais perto de metrô são uma tristeza, principalmente se você não só não tem muito dinheiro como também tem que já contar com o reajuste para dali a um ou dois anos (porque caçar apartamento realmente não está na minha lista de esportes desestressantes). Quando abro o jornal, descubro que os apês de um quarto têm o preço de um de dois, quando visito um de dois, vejo que não só é mais caro do que onde estou atualmente como também tem o quesito “quartos minúsculos”, isso sem contar aqueles anúncios que, quando a gente liga com interesse, ouve um “ah, mas esse já foi alugado ontem/semana passada”.

Bater perna e não ter nada vago nos prédios onde a gente pergunta, gastar com conta de telefone, ouvir corretores ou proprietários nos enrolando enquanto vão embora os créditos do celular – apenas algumas das frustrações pelas quais passamos.

Boa sorte pra encontrarmos – logo – um lugar pra morarmos tranquilas…

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Essa localização é boa, mas é arejada demais...