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Mudanças

12/18/2008

Aproveitando a ocasião da mudança iminente de apartamento para mudar de blog, choro as pitangas sobre o quão ruim e aflitivo é ter um prazo para encontrar um apê decente e barato na pior época do ano para isso: entre novembro e janeiro.

No meu caso, a primeira coisa que guiou a essa situação foi ter escolhido um apartamento sem ter noção do valor do reajuste (para aqueles que nunca tiveram que passar pela experiência do aluguel, os contratos costumam usar como base de cálculo do reajuste um índice conhecido como IGP-M). Ou seja, encontramos um lugar ótimo com um precinho mais camarada do que o da maioria dos arredores (veja bem, conseguimos praticamente um achado e tanto a três quadras do metrô Consolação, pra se ter uma idéia). Mas o susto veio no reajuste após o primeiro ano, que começou a pesar no meu bolso e no da minha colega de apê, nos deixando apreensivas sobre o reajuste do segundo ano.

Somando a isso, também vieram tantos outros fatores como talvez o irmão da minha colega vir morar em São Paulo e ela querer dividir com ele (acho que ela não me atura/gosta mais de mim – e uma gotinha de lágrima desce em câmera lenta), ela querer ter um canto pra ela poder criar bichinhos de estimação, etc.

“Bom, então vou deixar ela primeiro encontrar outro lugar que ainda consigo aguentar um ou dois meses pagando aluguel sozinha enquanto procuro outro lugar pra mim, já que, aliás, não adianta eu encontrar lugar, mas ela, não.”. Foi o tipo de pensamento preguiçoso que mantive até o momento em que uma outra colega minha propôs dividir um apê comigo.

Aí então o cronômetro foi acionado para o dia dez de janeiro, que é quando a república dela se desfará e desocupará o lugar onde estão. Trocando em miúdos, as últimas duas/três semanas têm sido as mais agoniantes pelo tic-tac batendo no nosso ouvido.

Procurar em locais perto de metrô são uma tristeza, principalmente se você não só não tem muito dinheiro como também tem que já contar com o reajuste para dali a um ou dois anos (porque caçar apartamento realmente não está na minha lista de esportes desestressantes). Quando abro o jornal, descubro que os apês de um quarto têm o preço de um de dois, quando visito um de dois, vejo que não só é mais caro do que onde estou atualmente como também tem o quesito “quartos minúsculos”, isso sem contar aqueles anúncios que, quando a gente liga com interesse, ouve um “ah, mas esse já foi alugado ontem/semana passada”.

Bater perna e não ter nada vago nos prédios onde a gente pergunta, gastar com conta de telefone, ouvir corretores ou proprietários nos enrolando enquanto vão embora os créditos do celular – apenas algumas das frustrações pelas quais passamos.

Boa sorte pra encontrarmos – logo – um lugar pra morarmos tranquilas…

rampaantimendigogabilambert1

Essa localização é boa, mas é arejada demais...

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